O Samsung Beat DJ comanda a balada
Celular touch screen tem interface única para música e design descolado
Marco Aurélio Zanni, de INFO Online
9 de outubro de 2009

Você consegue pensar num
celular com mais cara de baladeiro do que o
Samsung Beat DJ? Esse design com cantos arredondados e um roxo chamativo é a plataforma perfeita para comandar uma pick-up virtual e sair brincando de remixar as músicas guardadas em seus 8 GB de memória. Mas o aparelho não serve só para usar na discoteca, pelo contrário – tem suporte a 3G, navegador decente e a caprichada interface TouchWiz, que permite inserir um monte de widgets na tela inicial. Pelos 1 099 reais que custa, deveria vir também com Wi-Fi no pacote.
Divertido pra caramba, o
Beat DJ vem cheio de frescuras para incrementar as canções, enquanto elas estão sendo executadas. Existem alguns filtros legais, como aumentar ou reduzir a velocidade, reforçar as frequências graves ou agudas e ainda adicionar efeitos simples, como eco e flanger. No modo remix, é como se você estivesse rodando um disco de vinil para fazer o barulho da agulha. Quando gravada, essa música mexida vai para sua biblioteca. Mas, nos testes, só conseguimos ouvir esses arquivos no celular, e não no PC.
O aparelho é inovador até para quem não tem vocação para DJ, mas quer um bom celular musical. A interface dele imita uma espécie de jukebox. Com a ponta do dedo, o usuário escolhe o CD e o coloca no tocador virtual. Na hora de reproduzir a faixa, o celular vibra, como se estivesse lendo a mídia. O som dele também agrada bastante, graças aos alto-falantes Bang & Olufsen, que tocam em volume alto e claro, sem muitas distorções. Com os fones intra-auriculares, muito bons para seu tamanho, o telefone simula 5.1 canais. Ele também tem rádio FM com RDS.
Tudo fácil, tudo bonito
Um dos destaques do
Beat DJ é a tela AMOLED sensível ao toque de 2,8 polegadas. Embora ela não seja muito grande, permite selecionar todos os itens somente com o dedo e tem ótima sensibilidade para rolar listas e alternar entre as áreas de trabalho. Esse programa é o mesmo utilizado em outros aparelhos da
Samsung, como o Jét e o Star. O menu principal pode receber widgets – entre eles, estão a barra de pesquisa do Google, acesso rápido aos programas e botão para ligar e desligar o Bluetooth.
A maior limitação do aparelho, além da falta do Wi-Fi, é a impossibilidade de instalar aplicativos. Você pode adicionar apenas mais widgets disponibilizados pela Samsung, como informações sobre a temperatura e um quadro para receber notícias por RSS. Por isso, ele não pode ser considerado um smartphone, e sim um celular cheio de recursos. Chama a atenção, por exemplo, a tela de contatos com fotos e o menu principal com ícones grandes. Para acessar essas duas telas, basta deslizar com o dedo para a esquerda ou para a direita.
O
Beat possui acelerômetro interno para girar as páginas, seguindo o sentido da tela. Porém, esse recurso funciona com poucas aplicações, como o navegador, que não é ruim, mas está longe de ser fantástico. Isso porque ele não ajusta as páginas a uma coluna. Mas o pior é digitar os endereços pelo teclado virtual alfanumérico – isso mesmo, nada de
QWERTY completo. Definitivamente, esse não é um celular indicado para quem manda muitos torpedos e e-mails. Ele até possui um cliente para contas POP, SMTP e IMAP4, mas, além de ficar devendo um teclado decente, é bem lento nas operações que envolvem internet, como mover a tela no
Google Maps.
Chamativo mesmo
Mesmo sendo pequeno (5,1 por 11,2 por 1,3 centímetros) e levinho (99 gramas), o Beat DJ tem visual bem exagerado. A tela ocupa praticamente toda a frente do aparelho, deixando espaço apenas para pontas espelhadas e arredondadas, imitando discos de vinil. A borda é roxa e a parte de trás é prateada. Na lateral fica a entrada proprietária da Samsung para carregador, um botão para travar o celular e o controle de volume. Do outro lado estão o cartão microSD e o botão da câmera.
São poucos os recursos adicionais que o celular possui. Entre eles, estão o GPS, para usar com o Google Maps (não há programa de navegação instalado), e a câmera com resolução de 3,2 megapixels. Ela se vira bem no dia a dia e tem algumas funções legais, como reconhecimento de face, de sorriso e geo-tagging. Mas a lentidão do clique chega a ser irritante. Nos testes do INFOLAB, a bateria durou 325 minutos durante chamadas de voz.
Veja no site da Samsung este super celular